13.04.08
Grupo de Trabalho da Economia da Cultura
Colegas
O Sindicato dos Artesãos do Estado do Rio Grande do Sul, esta participando de um Grupo de Trabalho sobre a Economia da Cultura, promovido pela Comissão de Economia e Desenvolvimento da Assembléia Legislativa. Neste GT estão representados seis setores da cultura do Rio Grande do Sul. O Teatro, a Dança, a Música, o Cinema, as Artes Visuais e o Artesanato. Ele tem como função propor iniciativas que contribuam para a qualificação das políticas públicas direcionadas ao setor cultural do estado.
Sentimo-nos, como membros da diretoria, honrados por representarmos o setor artesanal neste grupo e cientes da responsabilidade.
Seguindo a orientação norteadora do nosso trabalho desde a reativação da entidade em 13 de novembro de 2006, de incentivar que cada membro seja protagonista nos rumos da categoria, estamos a partir de hoje compartilhando com os artesãos e artesãs interessados (as), a elaboração e qualificação dos instrumentos que efetivarão nossa participação neste GT.
Usaremos, para esta interação, dois espaços. Neste blog semanalmente serão postados, para receber sua apreciação e opinião, capítulos dos trabalhos que apresentaremos ao grupo e o Informativo PROFISSÃO ARTESÃO onde a cada edição colocaremos o formato que ele se encontra no momento.
Alguns dias atrás houve a primeira reunião deste GT. Enviamos para esta um documento, com apenas alguns indicativos, sobre a “Cadeia Produtiva do Artesanato”, que foi o tema inicial proposto.
Este trabalho, que reiteramos ser simplificado, é o que passaremos a apresentar, aqui no blog. Contamos com sua participação através de comentários para que possamos ampliá-lo e qualificá-lo.
Sobre a Cadeia Produtiva
1.Introdução
Iniciamos com as definições de artesão e artesanato, atualmente aceitas e usadas pelo Programa Gaúcho do Artesanato, órgão responsável pelo cadastramento dos que trabalham nesta área e pela normatização da atuação destes em nosso estado.
Artesão:“o profissional que detém o conhecimento do processo produtivo, sendo capaz de transformar a matéria-prima, criando ou produzindo obras que tenham uma dimensão cultural. Exercendo uma atividade predominantemente manual principalmente na fase de formação do produto, podendo contar com auxílio de equipamentos, desde que não sejam automáticos ou duplicadores de peças.”
Artesanato: “o conjunto de objetos utilitários e decorativos para o cotidiano do homem, produzidos de maneira independente, usando matéria-prima em seu estado natural e/ou processados industrialmente. Mesmo que as obras sejam criadas com instrumentos e máquinas, a destreza manual do homem é imprescindível e fundamental para imprimir ao objeto uma característica que reflita a personalidade do artesão e a relação reciprocamente modificadora com o contexto sociocultural do qual emerge”.
Estas definições foram elaboradas no 1º Congresso Nacional de Artesãos realizado em Porto Alegre no ano de 1991 e começaram a fazer parte da legislação do artesanato em nosso estado em 2000, a partir da portaria 119/2000 editada pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), para atendimento do Programa Gaúcho do Artesanato. Em 2003 estes conceitos foram reeditados na portaria nº328, da mesma Fundação.
É importante salientar que a condição de produtor independente e conhecedor do processo produtivo, somado ao fato comum para a categoria, de a comercialização dos trabalhos ser feita em grande parte diretamente ao consumidor, individualmente e/ou através de coletivo do qual participe este indivíduo, torna o artesão um trabalhador peculiar que mantém o vinculo produtor/produto em todas fases da produção e também na comercialização.
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No próximo post, continuaremos.....

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criado por blogdomarco
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